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sábado, 24 de dezembro de 2011

A vocês - mensagem


Véspera de Natal.

Hoje é diferente. Sempre é.

Podia utilizar qualquer dos dias para dizer as próximas palavras. Mas hoje, por ser hoje – tornam-se especiais e carregam mais magia que nos outros dias, em outras horas. Eu quero que estas sejam diferentes, repletas de sentimento e desenhadas com a alegria. Gostava que sentissem o que eu sinto, apenas neste momento. Os outros são águas passadas.

Deve ser das primeiras vezes que me custa escrever as palavras, agora ao imaginá-las como um castelo perfeito e dinâmico vejo que no papel apenas retratam uma cabana de madeira já velha. Mas é o meu objectivo, as coisas humildes sempre são as melhores.

Eu apenas queria agradecer. Um agradecer especial. Carregado. Um símbolo.

Dizem que basta acreditar e lutar para o sonho se vir a concretizar. Eu digo que não. Aliás, um agradecer não chega. A vocês, todos os meus leitores e amigos, que lêem o que escrevo e me dão apoio para continuar, a vocês – um obrigada não é presente nem oferta, não chega simplesmente.

Não basta apenas gostar de escrever para as palavras saírem. É preciso apoio e força, que me encarregam de dar. Graças a vocês, que lêem isto, as oportunidades foram surgindo como as andorinhas na primavera. E não as devo a mim, mas a todos aqueles que pegaram na minha caneta e me forçaram a escrever no papel aquilo que a minha alma não quer fazer entender.
Faltam-me as palavras, já houve tempos em que também me faltavam. Insistiam em permanecer somente na minha memória como todos vocês já permanecem, esse é o meu único e feliz problema. Que sejam sempre estes a acompanharem-me.

Que tenham um feliz natal e um bom ano 2012.
A minha vida não seria o que é agora sem o fruto da vossa esperança, que começa agora a brotar.
Em nada destas frases vejo o meu total agradecimento e alegria para com vocês, mas são estas simples e humildes palavras que constituem aquilo em que me tornei.

Amizade é a principal textura do tecido que é a vida.
Repito, gostava que sentissem o que eu sinto. 
Por tudo - obrigada.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pormenores

Tinha uns olhos azuis,
Como a água do nosso mar,
E um nariz arrebitado
Que me fazia desorientar.

Portador da coragem e da solidão,
Do branco e do preto,
Dos números da perfeição
E do vermelho obsoleto.

Corria rápida e vagarosamente
Não sabia eu distinguir,
Com tanto para dele perceber,
Dos pormenores não consegui restringir.

Tinha um ar alegre
E um corpo triste.
Um sorriso amarelo,
Portador da vontade que persiste.

E estas meras preocupações
Fizeram-me cegar
Às verdadeiras razões
- Aquilo que devia notar.

A discrepância lá foi ocorrendo,
Sem que eu alguma vez notasse
Que o dito sujeito ia sofrendo
Por tentar que eu reparasse.

- No jeito perfeito que eu não via,
No sorriso carinhoso que escondia…

Humanamente não quis reparar
Que os pormenores fizeram-me perder,
Aquilo que por uma vez poderia lutar
Mas que não o fiz, por demasiado querer ver.

Hoje não olho para detalhes
Que não importam,
Nem para ninguém
Que não valha a pena.
Pormenores sempre me confortam
Tornando a minha alma ainda mais pequena.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Amazónia


 Dêem-me lágrimas para chorar,
Longos rios para as percorrer,
Dêem-me um barco para os atravessar
E a coragem para as debater.

Dêem-me fogo que arde e não se vê,
Caminhos cegos para me enganar,
Aventuras incessantes que ninguém prevê,
Razões para poder navegar.

Mostrem-me as cascatas ocorrentes,
Linhas marcadas por viragens,
Situações dolorosas indecentes
Que fazem as águas correrem sem margens.

Levem-me na descoberta,
Da Amazónia do meu coração
- Há tantos rios secos
Que depressa transbordam com um furacão.

Dêem-me agora o fato de exploradora,
O equipamento necessário
- Amor, coragem e força amadora
Legais e sem preçário.

Correntes fortes avistarei,
Doenças raras farão parte no fim,
Mas nem por isso renegarei
A descobrir o que falta de mim.

Venham rios, encham-se
Como vos quero enchidos,
Transbordem e fortaleçam
Aquilo que chamo de pedidos.

Agora, pronta para a viagem começar,
Que venham tempos tropicais,
Dêem-me chuvas torrenciais.
Façam-me navegar pelo meu coração,
Esculpido pelas ondas e doenças
Que vêm e vão…

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Valores transcendentes


A noite parece-me diferente,
Mais bonita,
Interiormente.

Até o luar tem mais brilho,
E é lançado com mais poder
Desafiando a corda que me faz sobreviver.

E até as estrelas são mais estrelas,
Mais mestras, mais guiadoras da razão.
Até elas que sempre permanecem iguais
Hoje parecem mais dignas de serão.

O som que vou ouvindo,
As notas que vou decifrando,
Hoje parecem mais belas,
Puro amor cantando.

Que frágil é a plataforma onde me tenho encontrado,
Agora mais espessa, mais forte
Esperando tudo de bom grado.

Que ingénuos foram os meus olhos
Até ao dia em que as palavras me desafiaram,
Mostraram-me o significado incorporado
E naquilo que me enganaram.

Que histórias tenho contado,
Que amores tenho sofrido,
E agora pensando nelas
Vem o arrependimento, arrependido.

Livrem-me de maus pensamentos
Que agora a vida tem felicidade,
Encontrei o meu lugar,
Alegre, alicerce da amizade.

Livrem-me agora de tudo
O que é superficial,
Encontrei hoje as coisas boas
- A felicidade escondida no banal.

Dêem-me noites como estas,
Estrelas como as que vejo,
Notas como as que ouço.
Livrem-me do resto,
Mero destroço.

Porque a vida esconde aquilo
Que se deve observar,
E só depois de lágrimas escorreres
É que vês o amor onde devia estar.

Então segue caminhos inalcançáveis,
Sob noites e estrelas incríveis.
Deixa o amor e suas pegadas,
E percorre outro de palavras ilegíveis.